quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Reporte do Ato 3, Episódio 10 - "Lanças sob a Chuva"

Reporte do Ato 3, Episódio 10 - "Lanças sob a Chuva"



A notícia sobre a chegada da verdadeira Ordem de Carmine rapidamente se espalha por toda a região das Terras Fluviais e além, chegando até os portões da antiga cidade de Markarth. Lorde Heleno Targaryen apenas sorri e afasta as preocupações do seu mais novo aliado, Don Chin Zao, com um aceno displicente, debruçando-se para o mapa de Romanda à sua frente. Os preparativos estavam prontos para o assalto ao Monastério de Lauchstein, e se tudo desse certo, até o final da semana a Princesa Ovelia teria sido capturada e trazida até ele. Que as duas Ordens de Carmine tivessem sua disputa, desde que isso não atrapalhasse seus planos.

Enquanto isso, o grupo composto por Aquiles Targaryen (Guilherme), Tyrael (Ayrton), Naratsu (Paulo), Edward Bewolf (Niel), Terra, Arkan Maxximus (Tupi), Atlas Victory (Lucas), Mark Baggins (Raphael) e Brizza (Ayrton), segue obstinado rumo ao Forte da Colina, onde as forças de Tarael e da falsa Ordem de Carmine os aguardam. Entretanto, seu caminho é interrompido graças a explosão da ponte, o que os leva a acampar ali e explorar a região em busca de uma alternativa para atravessarem o largo penhasco. Felizmente, Terra encontra uma pequena ponte de cordas e tábuas, bem velha, mas firme, e chama a atenção deles. Eles começam a ponderar se poderiam ou não cruzar a ponte de forma segura, quando são interrompidos por Brizza.

Brizza os encara aflita, saindo de seu costumeiro transe, e os avisa que Aquiles Targaryen fora raptado momentos antes. Naratsu se irrita e decide retornar para Riverland, presumindo o destino do suposto sequestrador, mas antes que possam decidir fazer qualquer coisa, eles são cercados por homens da falsa Ordem de Carmine pelos dois lados, e alguns deles barram a passagem pela decrépita ponte. Temendo que os patifes a destruam, Arkan e Baggins tentam afastá-los com suas magias e disparos, respectivamente, enquanto os demais enfrentam os atacantes mais próximos, liderados por uma seeq grande e gorda, e incrivelmente feia, chamada Celestina, que com seus cabelos azuis desbotados, asas de pano e elmo de chifres, parece ser uma cópia muito malfeita do que um dia fora Celeste, a gria.

O combate é rápido e sangrento, e após algum esforço, Naratsu consegue eliminar a seeq trespassando sua garganta com a ponta de sua glaive. Atlas abate os inimigos com tanta ferocidade que acaba por assustar os sobreviventes, que fogem. Logo, os poucos inimigos que tentavam derrubar a ponte também são abatidos por Arkan e Baggins e a vitória, mais uma vez, vai para a verdadeira Ordem de Carmine. Edward sugere que eles sigam para o Forte, sendo corroborado por Tyrael. Apenas Naratsu decide voltar, e eles se separam ali. Depois de algumas horas de cavalgada, Naratsu chega novamente em Riverland, sem encontrar nenhum sinal de Aquiles ou de seus captores no meio do caminho. Teria ele se enganado? Com sede, e ansioso por questionar as pessoas na taverna local, ele entra na espelunca, sempre alerta.

Horas atrás, Aquiles fora atingido por um dardo e não se lembrava de muita coisa. Acordou sentindo uma forte lufada de vento no rosto, e percebeu imediatamente que tinha as mãos e os pés atados, e estava amarrado no lombo de um garanhão que corria rapidamente em direção de Riverland. Seu captor pede que ele se acalme e o tranquiliza, e o lanceiro se dá conta de que seu captor na verdade é uma mulher, se lembrando vagamente da voz dela: a voz da mulher cega que encontraram anteriormente, Sara. Ele fica extremamente irritado com aquela situação e jura vingança, mas Sara o ignora. Logo, eles chegam nos fundos da taverna, e a moça o tranca dentro dos estábulos, mas não se preocupa em amarrá-lo a uma das pilastras, jogando-o ali mesmo. Aquiles sorri e começa a olhar em volta, bolando um plano de fuga, enquanto a mulher o explica sobre suas reais intenções e o motivo de seu sequestro.

Sara estava decidida a decapitá-lo e enviar sua cabeça para Tarael, caso tudo desse errado, pois segundo ela, essa foi a condição que o terrível homem impôs em troca de liberar seu filho adotivo, Ritchie. Por isso, ela precisava garantir que ele estaria ao seu alcance, enquanto secretamente esperaria o desfecho da luta entre as duas Ordens. Caso os companheiros de Aquiles fossem bem sucedidos, ela explica, o comandante deles seria devolvido sem nenhum arranhão. Aquiles se aborrece mais uma vez e faz ameaças, mas a mulher o ignora mais uma vez. Horas se passam, e finalmente Aquiles consegue se arrastar até um dos forcados e usar o instrumento para afrouxar as cordas das mãos e se libertar. Ele escapa pela porta de acesso para a taverna, onde se mistura entre os clientes, e se esconde no banheiro, sem perceber que Sara estava entre os músicos tocando no salão.

Depois de um tempo, após a apresentação dos músicos, Naratsu dá um pulinho no banheiro para se aliviar, quando dá de cara com Aquiles, encolhido em um canto. Os dois conversam brevemente, enquanto escutam o ruído da chuva caindo lá fora, e percebem que um mensageiro se aproxima da taverna. Aquiles se lembra do que Sara falara mais cedo, e lembra da mulher ter mencionado algo sobre um mensageiro que chegaria à meia-noite. Eles decidem atacá-lo. Aquiles salta pela janela, enquanto Naratsu dá a volta e sai pela porta da frente. Pego desprevenido, o mensageiro é neutralizado sem chamar atenção, enquanto Naratsu examina seus pertences e o seu cavalo, em busca de informações. O jovem encontra um pergaminho com o selo da falsa Ordem de Carmine, e lá dentro encontra a seguinte mensagem: "Acabou, nós vencemos. Mestre Tarael matou todos eles, e espetou suas cabeças em lanças pontudas na amurada do Forte." Naratsu não acredita na mensagem, mas fica preocupado, quando percebe que um duelo está acontecendo às suas costas, sob a chuva.

Pego de surpresa, Aquiles e Sara iniciam um duelo mortal, trocando golpes de lança. A chuva cai ruidosamente, e dificulta os movimentos e a visibilidade de Aquiles, dando a Sara uma pequena vantagem, mas a ex-víbora assassina também sente dificuldades em duelar naquele terreno, apesar de ter sido treinada para o combate mesmo sem enxergar. Naratsu pensa em se intrometer, mas Aquiles é orgulhoso e pede para que o amigo não o perturbe. A luta é bem sangrenta, e por um momento Aquiles sente medo de morrer, recuando na direção de Naratsu, e esquecendo de todo o orgulho, pede que o outro flanqueie a inimiga para que ele ganhe uma vantagem. Sara o provoca, mas ele simplesmente rebate as provocações. Naratsu cumpre a ordem, mas se mantém atento, caso precise intervir. No final, Aquiles desvia de uma sequência de golpes e decide apelar para a razão, tentando uma solução diplomática. Ele não se sai muito bem, mas Naratsu intervém ao seu auxílio, convencendo Sara de que a melhor solução naquele momento é ajudá-los a vencer Tarael e assim, libertar seu filho.

A mulher se deixa levar pelas palavras de Naratsu, e pela primeira vez, baixa a guarda. Os dois se mantém firmes em sua palavra, e ela ao perceber isso, se ajoelha na lama e pede, chorando, a ajuda deles. Aquiles a consola, e Naratsu prepara os cavalos, para partirem imediatamente. Alguma coisa naquela mensagem não estava cheirando muito bem... mas ainda que eles não acreditem na mensagem, isso não muda o fato de que eles não fazem ideia do que aconteceu. Os três partem ainda durante a noite, e Sara os fala de uma estrada oculta que os levará direto para o Forte da Colina, sem terem que passar pela ponte destruída. A chuva parece suavizar um pouco, melhorando a visibilidade. Mas eles ainda estão muito longe de chegar no Forte... e descobrir a verdade sobre o destino de todos.

Continua!

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