• Conteúdo traduzido em PT-BR para Pathfinder RPG!

sábado, 23 de maio de 2015

Reporte do Ato 2, Episódio 1: "Dívida de Sangue"

Reporte do Ato 2, Episódio 1: "Dívida de Sangue"



Um homem observa uma escolta, ao longe, vindo pela estrada de terra batida. Ele pega algo que parece ser um dispositivo eletrônico rudimentar, uma espécie de comunicador, e o leva ao ouvido. Após ouvir algumas palavras entre os ruídos da estática, o homem afasta o dispositivo da orelha e o esmaga com a mão esquerda, demonstrando raiva.

Na estrada, os soldados veteranos conversam, descontraídos, mas alguns recrutas estão nervosos com o peso da responsabilidade em suas costas. Quase quarenta homens participam da escolta, composta por quatro diligências fortemente guardadas. Wiegraf Folles, líder da Irmandade, está sendo levado para a Capital, para ser executado à vista de toda a côrte, numa demonstração de poder por parte da Rainha Ruvelia e seu irmão, Duque Larg - que devido a recente recaída da doença do Rei Omdolia, governam efetivamente Ivalice.

O Capitão Talbert, da Ordem da Estrela do Norte, ordena um desvio inesperado, e apesar da desconfiança de alguns soldados, os ânimos são acalmados pelos oficiais responsáveis. Parece que o desvio fazia parte dos planos, e além disso, o Comandante Zalbag Bewolf estava coordenando pessoalmente os bloqueios nas duas extremidades da via, afim de impedir tentativas de resgate. Tomado o desvio, a comitiva segue normalmente, enquanto um dos oficiais comenta com o capitão sobre a confirmação de um certo pagamento. Logo após isso, o capitão ordena que a escolta pare, e faz um sinal para que os oficiais fiquem de prontidão ao redor da diligência onde Wiegraf está preso.

Talbert entra na diligência e se dirige a Wiegraf, explicando que existem pessoas na côrte que não querem dar motivos para os rozzarianos ganharem mais influência ao fazerem seu pequeno show, e portanto irá executá-lo ali mesmo. Porém, um barulho estranho faz o capitão ser alarmado, e ele percebe alguns gritos vindos de fora da diligência. Talbert bate em Wiegraf e ordena aos seus homens lá fora que tomem providências, mas ao ver o corpo de um dos recrutas ser arremessado para dentro do veículo, o capitão decide ir pessoalmente verificar o que está acontecendo.

Alguns segundos depois, o silêncio é a única coisa que pode ser ouvida lá fora. Wiegraf sai da diligência e se vê em meio a um verdadeiro banho de sangue: corpos e cabeças de soldados por todos os lados, incluindo o capitão Talbert! De repente, ele avista uma figura misteriosa, encapuzada e segurando uma arma de fogo na mão esquerda e uma foice gigante na mão direita, como se a própria morte tivesse os encontrado na estrada. Será que ele será o próximo?

(...)

Um mês antes, Edward Bewolf (Niel) recebe uma carta do Arquimago Zalmo, dando-lhe as condições exatas para a devolução da pedra. O paladino decide atender as exigências e ir sozinho ao local. Desconfiado do conteúdo do envelope, Tyrael (Ayrton) se esgueira à noite e lê a carta, alertando os demais membros do grupo no dia seguinte. Sem que Edward saiba, Delita, Aquiles Targaryen (Guilherme), Tyrael e Arkan Maxximus (Tupi) bolam um plano para auxiliá-lo sem colocar o Voto Perpétuo em risco. Eles pedem que Elísio e os irmãos Darc'an os esperem em Dorter, enquanto seguem na frente para o ponto de encontro no Deserto de Zaklaus, mais precisamente nas ruínas de um templo.

O grupo esconde suas montarias atrás de um rochedo e se escondem dentro do templo, enquanto aguardam a chegada de Edward e de Zalmo e seus comparsas. Um dos companheiros de Zalmo, entretanto, avista as montarias do grupo e decide se separar dos outros para garantir uma rota segura. No templo, finalmente Edward chega para o encontro, e ele e Zalmo tem uma pequena conversa sobre a pedra e as reais intenções do homem. Zalmo explica que precisa da pedra para concluir sua pesquisa, e após obtê-la do paladino, afirma que não tem mais necessidade de carregar uma pedra falsa consigo, destruindo a ponta de seu cajado, como se fosse vidro.

No exato momento em que o arquimago retira um estranho orbe do bolso, Aquiles ataca, o derrubando no chão, junto com a pedra-chave e o orbe. Os animalistas que o acompanhavam aparecem para auxiliá-lo, mas são pegos de surpresa pelo restante do grupo, que havia se escondido na escuridão. A batalha é relativamente fácil, e em determinado momento, Aquiles consegue derrubar Zalmo, permitindo que Tyrael o faça de refém. Os animalistas tentam negociar, mas os termos não agradam ambos, e o moogle acaba cortando a garganta de Zalmo após o arquimago gritar para que seus companheiros não cedessem. A batalha continua.

Os animalistas acabam não sendo páreo para a Ordem de Carmine, e apenas um deles é rendido. Depois de algumas tentativas frustradas de interrogatório, Aquiles mata o homem. Delita não aprova os métodos usados, e Edward prefere sair do templo para se abster da culpa. O grupo recupera a pedra e obtém o estranho orbe. Arkan Maxximus se livra dos corpos e Tyrael recolhe os pertences dos mortos. Depois disso, todos vão embora.

Após o amanhecer, o homem que havia se separado dos demais confirma as mortes dos companheiros, e envia uma mensagem para um desconhecido, usando um aparelho de comunicação rudimentar. Curiosamente, essa é a mesma mensagem recebida pelo homem que observava a escolta, no início deste episódio: "O plano falhou. Zalmo está morto, todos eles estão. Inicie o plano B."

Wiegraf pergunta a identidade do misterioso vulto, e ele responde de maneira vaga e enigmática, falando de algo relacionado a um propósito maior e que Wiegraf havia sido escolhido por ser "especial". Ele liberta o líder da Irmandade, e o orienta sobre o caminho mais seguro. Wiegraf fica desconfiado das intenções do homem, mas ainda assim agradece pelo resgate, ao passo que o homem fala que eles irão se encontrar novamente quando for oportuno. Após Wiegraf se afastar, o homem misterioso aperta com força sua mão contra o cabo da foice a ponto de fazê-la sangrar, e sussurra para si mesmo, quase como se fosse um lembrete, as seguintes palavras: "Bewolf... não é?"

Meses se passam, e com a ajuda da Casa Bewolf, a Ordem de Carmine finalmente inaugura sua sede definitiva na província de Lionel, mais precisamente, na Cidade Portuária de Warjilis. Professor Montblanc faz algumas revelações sobre a natureza das pedras, e revela também que ele adquiriu um estranho colar que havia sido registrado como pertence de Wiegraf, quando o mesmo foi preso. O moogle explica que dentro do colar havia uma pedra semelhante à pedra-chave, e também revela a verdadeira natureza da pedra encrustada no pomo da espada Justiça. Edward repara no símbolo talhado na pedra de Wiegraf e percebe que se trata de um símbolo religioso, usado pela Igreja de Gablados para retratar um dos apóstolos de Ajora. O que essas pedras significariam, e qual a relação delas com a pedra-chave?

Continua!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ato 1 - Episódio Extra: Lionheart


"Que força é essa que eu sinto, quando tudo que deveria ter restado em seu corpo seria fraqueza, arrependimento e morte? Algo está errado. Eu esperei muito tempo por este momento, adormecido, emprestando pequenas porções de meu poder através deste receptáculo, que ao mesmo tempo em que me mantém vivo, me priva da liberdade... este é o momento oportuno, o momento tão esperado! Porque não consigo tomá-lo?
Finalmente encontrei um hospedeiro compatível, depois de tantos séculos em letargia. Eu alimentei seu corpo com meu poder, e o acostumei à minha presença, lentamente. E agora que chegou o momento de sua morte, por algum motivo não consigo tomá-lo! Alguma coisa me impede, essa força estranha que emana de sua alma, e que por algum motivo me lembra da chama ardente de minha idolatrada senhora! Mas é impossível, não tem como ser a mesma coisa. Estaria esse hume prestes a ascender ao poder da centelha cósmica?
Não posso permitir. Devo arriscar tudo, minha vida e minha missão, mas devo impedi-lo. Farei o possível para evitar a sua morte, te darei uma sobrevida, serás corrompido pela minha energia e juntos seremos destruídos. Tu queres salvá-los, não? Tu queres uma segunda chance de lutar. Eu sei, estou em tua mente, em teu corpo, em teu coração, me carregasses contigo durante anos, assim como teu pai e o pai dele antes de ti. Eu te darei o que pedes, em teu subconsciente. Mas em troca, tua chama jamais despertará, me assegurarei disto. Nem que para tanto, tu me leves contigo!
Meus irmãos, deixo a minha nobre tarefa em suas mãos..."
Carmine desperta. Uma dor lancinante percorre todo o seu corpo, e uma sensação estranha que mistura medo e tensão faz ele reparar no buraco em seu peito. Uma voz feminina, vinda de longe, anuncia algo que ele não ouve, parece ser uma mensagem urgente. Ele apanha a espada ao seu lado, companheira de tantos anos, e percebe que sua lâmina está estilhaçada. Ele levanta, e nota uma movimentação próxima. Não a tempo para lamentar, não a tempo a perder. Algo precisa ser feito, e se por algum milagre ele ainda está vivo, esses preciosos minutos não serão desperdiçados.
Ao fazer o que tinha de ser feito, Carmine para e pela primeira vez percebe como está frio dentro daquele vulcão. Ele percebe Edward se aproximando, e pergunta se todos estão vivos. Após o cadete responder afirmativamente, ele sorri, aliviado. Acabou, eles venceram. Neste momento, ele se lembra de algo que seu pai uma vez lhe disse. Parece adequado. Ele repete as palavras com esforço, e pede para que Edward as repita para todos os outros cadetes. Ele sorri mais uma vez, pois não tinha quaisquer arrependimentos, havia cumprido sua missão. Nesse momento, ele larga sua espada, e deixa este mundo do mesmo jeito que o seu pai: com um sorriso no rosto e paz no coração.
"O que é isso? Estou consciente? Como isto é possível? Ele está morto. Eu deveria ter ido com ele. Por um momento eu pensei que...
Ah, então era isso! Hahahahahaha! Sim, a sorte está do meu lado! Meus planos foram adiados mais uma vez, mas ao menos ainda estou vivo. Eu sou paciente... e dessa vez, encontrei a presa perfeita. Que ironia do destino. Quem iria imaginar que esta pedra abominável salvaria a minha vida, um dia? Hahahahahahaha! Você pode ver isto, Germonik? Eu espero que sim!
Aguarde, minha senhora. Seu mais devoto servo foi recompensado por sua paciência e lealdade. Logo eu terei um novo hospedeiro, e prepararei o caminho para a sua chegada neste plano..."

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Ivalice RPG - História e Ambientação do Ato 2 - "Insurgência"

Ivalice RPG - História e Ambientação do Ato 2 - "Insurgência"



Há menos de um ano atrás, a Facção Golagros, uma facção mais radical da Irmandade, fez uma aliança com um oficial da Ordem da Estrela do Norte e roubou uma pedra misteriosa que possui grandes poderes mágicos. Eles usaram essa pedra para construir uma arma de destruição em massa de tecnologia precursora, batizada de Gigante de Aço. Seu plano consistia em lançar um ataque massivo contra a Capital do Reino de Ivalice, Lesalia. Entretanto, antes que eles possam ativar a arma, seus planos são destruídos pelo pelotão do Sargento Carmine, que infelizmente acaba morrendo numa tentativa de salvar a vida de seus subordinados. Em homenagem ao sacrifício do herói, os sobreviventes decidem realizar seu sonho de criar uma nova ordem militar por sua própria conta, que traga justiça de forma igualitária para todos, sem privilégios. Com a bênção do Rei Omdolia III, que os proclama heróis nacionais, eles fundam a Ordem de Carmine, e se tornam guardiões da pedra misteriosa, mantendo-a em segredo de todos.

Graças aos esforços da Ordem da Estrela do Norte, o líder da Irmandade, Wiegraf Folles, é capturado. Durante a sua escolta para o local de execução, o comboio é atacado e ele consegue fugir, dando um novo sopro de vida à rebelião que estava quase morrendo. É claro que isso não agrada nem um pouco os nobres, e devido a essa situação alarmante, as Ordens da Estrela do Norte e da Estrela do Sul se unem e começam uma campanha extensiva para contenção da chamada "Insurgência", o último exército rebelde ativo da Irmandade, liderado por Miluda Folles. O Conselho dos Nobres acredita que foi Miluda a responsável pela fuga de Wiegraf, mas uma outra organização parece ter sido a verdadeira responsável, se movendo por baixo dos panos para manter o conflito entre a plebe e a nobreza em Ivalice. Os poucos informantes confiáveis que ousam falar a seu respeito a chamam de "A Orquídea", uma seita antiga e influente. O que eles pretendem?

Como se não bastasse tudo isso, na Capital, o Rei Omdolia III tem uma súbita piora em seu estado de saúde, e fica próximo da morte. Ao mesmo tempo, a Rainha Ruvelia anuncia que está grávida, o que gera uma certa desconfiança entre alguns membros da côrte. Mas o escândalo só vem definitivamente à tona após boatos de que a Rainha esteja traindo o Rei, mantendo uma relação incestuosa com o seu próprio irmão, o Duque Larg, para o espanto de todos. O Duque Goltana, primo do Rei, começa uma campanha difamatória, vendo uma oportunidade de tomar o poder como regente, usando a Princesa Ovelia como escada social. Ele sai da Capital e monta um quartel general em Bethla Garrison, angariando alguns aliados descontentes com o governo anterior. Larg assume como regente, devido ao estado crítico do Rei e ao resguardo da Rainha, e declara Goltana inimigo do estado.

Será que Ivalice caminha para uma guerra civil de proporções ainda maiores? Só o tempo dirá.